sábado, abril 28, 2007

O Anel


- Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?
O professor, sem olhá-lo, disse:
- Sinto muito meu jovem, mas não posso te ajudar, devo primeiro resolver o meu próprio problema. Talvez depois.
E fazendo uma pausa, falou:
- Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois talvez possa te ajudar.
- C...claro, professor, gaguejou o jovem, que se sentiu outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor. O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno e deu ao garoto e disse:
- Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porquetenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.
O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saíam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel. Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.
Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação e seu professor e assim podendo receber ajuda e conselhos. Entrou na casa e disse:
- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.
- Importante o que disse, meu jovem, contestou sorridente o mestre. - Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vendê-lo e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.
O jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro examinou-o com uma lupa, pesou-o e disse:
- Diga ao seu professor, se ele quiser vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.
O jovem, surpreso, exclamou:
- 58 MOEDAS DE OURO!!!
- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo poderia oferecer cerca de 70 moedas , mas se a venda é urgente...
O jovem correu emocionado para a casa do professor para contar o que ocorreu.
- Sente-se, disse o professor, e depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, disse:
- Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um expert. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor???
E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.
- Todos somos como esta jóia. Valiosos e únicos e andamos pelos mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.
QUANTO VOCÊ VALE???

A rebelião contra o estômago

Uma vez um homem sonhou que suas mãos, pés, boca e cérebro começaram todos a se rebelar contra estômago.
- Sua lesma imprestável! - as mãos disseram - Nós trabalhamos o dia inteiro, serrando, martelando, levantando e carregando. De noite estamos cobertas de bolhas e arranhões, nossas juntas doem e ficamos cheias de sujeira. Enquanto isso, você só fica aí sentado, pegando a comida toda!
- Nós concordamos! - gritaram os pés - Pense só como nos desgastamos, andando para lá e para cá o dia inteiro. E só fica se entupindo, seu porco ganancioso, cada vez mais pesado para a gente carregar.
- Isso mesmo! - choramingou a boca - De onde você pensa que vem toda a comida que você tanto ama? Eu é que tenho que mastigar tudo; e logo que termino, você suga tudo aí para baixo, só para você. Você acha que isso é justo?
- E eu? - gritou o cérebro - Você acha que é fácil ficar aqui em cima,tendo que pensar de onde vai vir a sua próxima refeição? E ainda por cima, não ganho nada pelas minhas dores todas.
Uma por uma, as partes do corpo aderiram às reclamações contra o estômago, que não disse coisa alguma.
- Tenho uma idéia - o cérebro finalmente anunciou. - Vamos todos nos rebelar contra essa barriga preguiçosa e parar de trabalhar para ela.
- Soberba idéia! - todos os outros membros e órgãos concordam - Vamos lhe ensinar como nós somos importantes, seu porco. Assim, talvez você também acabe fazendo algum trabalho.
E todos pararam de trabalhar. As mãos se recusaram a levantar ou carregar coisas. Os pés se recusaram a andar. A boca prometeu não mastigar nem engolir nem um bocadinho. E o cérebro jurou que não teria mais nenhuma idéia brilhante. No começo, o estômago roncou um pouco, como sempre fazia quando estava com fome. Mas depois ficou quieto.
Nesse ponto, para surpresa do homem que sonhava, ele descobriu que não conseguia andar. Não conseguia segurar nada nas mãos. Não conseguia nem abrir a boca. E de repente, começou a se sentir bem doente.
O sonho pareceu durar vários dias. A cada dia que passava, o homem se sentia cada vez pior.
- É melhor que essa rebelião não dure muito - ele pensou - senão vou morrer de inanição.
Enquanto isso, mãos, pés, boca e cérebro só ficavam à toa, cada vez mais fracos. No início, se agitavam só um pouquinho, para escarnecer do estômago de vez em quando; mas pouco depois não tinham mais energia nem para isso.
Por fim, o homem ouviu uma vozinha fraca vinda da direção dos pés.
- Pode ser que estivéssemos enganados - eles diziam. - Talvez o estômago estivesse trabalhando o tempo todo, ao jeito dele.
- Estava pensando a mesma coisa - murmurou o cérebro. - É verdade que ele fica pegando a comida toda. Mas parece que ele manda a maior parte de volta para nós.
- Devemos admitir nosso erro - disse aboca. - O estômago tem tanto trabalho a fazer quanto as mãos, os pés, o cérebro e os dentes.
- Então, vamos todos voltar ao trabalho - gritaram juntos. E, nisso, o homem acordou.
Para seu alívio, descobriu que os pés estavam andando de novo. As mãos seguravam, a boca mastigava e o cérebro agora conseguia pensar com clareza. Começou a se sentir muito melhor.
- Bem, eis aí uma lição para mim - ele pensou, enquanto enchia o estômago de café e pão com manteiga, de manhã. - Ou funcionamos todos juntos, ou nada funciona mesmo.

sábado, abril 14, 2007

O lenhador e a raposa


Em algum lugar, existia um lenhador que acordava às seis horas da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, e só parava tarde da noite.

Esse lenhador tinha um filho lindo, de poucos meses, e uma raposa, sua amiga, que era tratada por ele como bicho de estimação, de sua total confiança.

Todos os dias, o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa cuidando de seu filho.

Todas as noites, ao retornar do trabalho, encontrava a raposa feliz com sua chegada.

Os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um bicho, um animal selvagem e portanto, não era confiável e quando ela sentisse fome comeria a criança.

O lenhador, sempre retrucando aos vizinhos, falava que isso era uma bobagem.

A raposa era sua amiga.Os vizinhos insistiam: “lenhador abra os olhos! A raposa vai comer seu filho. Quando ela sentir fome, vai comer seu filho!”

Um dia o lenhador, ao chegar em casa exausto do trabalho e muito cansado desses comentários, viu a raposa sorrindo como sempre, com a boca totalmente ensangüentada.

O lenhador suou frio e, sem pensar duas vezes, acertou o machado na cabeça da raposa.

Ao entrar no quarto, desesperado, encontrou seu filho no berço, dormindo tranqüilamente e, ao lado do berço uma cobra morta...

O lenhador enterrou o machado e a raposa juntos.

Naquele lugar nasceu uma linda árvore que jamais seria cortada.

“Se você confia em alguém, não importa o que os outros pensem a respeito. Siga sempre o seu caminho, não se influencie por opinião alheia. Muitas vezes a inveja do outro faz com que a sua confiança, a sua amizade e o seu sentimento o levem a decisões precipitadas.”

O quadro


Durante meses e meses vivia um célebre pintor executando uma maravilhosa obra.

Era realmente grandiosa e com esmero profissional ele ia dando os últimos retoques de artista.

Dia após dia ele ia pensando sobre a fama que o quadro lhe havia de dar.

Seria glorificado pelos grandes mestres, seu nome figuraria entre os pintores de renome, sua vida seria de gente abastada.

Sim, sua fama seria grande entre os grandes.

Um dia ele pôs o quadro sobre um andaime bem alto, retocando aqui e acolá a lindíssima obra de arte.

Junto dele estava um amigo que observava o grande trabalho e também as maneiras do artista.

Embebido pela beleza, arte e perfeição, ele foi olhando, olhando, admirando sua grande realização, afastando cada vez mais do quadro e aproximando-se mais do fim do andaime e da queda certa.

Quando chegou o momento que um pouco apenas o faria cair do andaime, o amigo que estava ali, perto do grande quadro, pulou rapidamente e passou a mão sobre o quadro ainda molhado, estragando toda sua arte e beleza.

Com um pulo à frente ele agarra o amigo, dizendo: “o que fizeste?”

“Salvei sua vida”, respondeu calmamente o amigo.

“Estavas tão orgulhoso de sua própria obra que andando para trás não vias que com um passo mais terias caído do andaime e talvez perdido a vida.

A única coisa que pude fazer foi estragar a tua obra e assim salvar sua vida.”

sábado, abril 07, 2007

Deus é fiel

Após um naufrágio, o único sobrevivente agradeceu a Deus, por estar vivo e ter conseguido agarrar-se a uma parte dos destroços para ficar boiando.

Este único sobrevivente foi parar em uma ilha desabitada e fora de qualquer rota de navegação, e ele agradeceu novamente.

Com muita dificuldade e restos dos destroços, conseguiu montar um pequeno abrigo que pudesse se proteger do sol, da chuva, de animais e para guardar seus poucos pertences, e como sempre agradeceu.

Nos dias seguintes, a cada alimento que conseguia caçar ou colher, ele agradecia.

No entanto um dia voltava da busca por alimentos, ele encontro o seu abrigo em chamas, envolto em altas nuvens de fumaça.

Terrivelmente desesperado ele se revoltou, gritava chorando:“Pior aconteceu! Perdi tudo! Deus porque fizeste isso comigo?”

Chorou tanto, profundamente cansado. No dia seguinte bem sedo, foi despertado pelo som de um navio que se aproximava.

“Viemos resgatá-lo” disseram.

“Como souberam que eu estava aqui? Perguntou ele”.

“Nós vimos o sinal de fumaça!”

É comum sentimo-nos desencorajados quando as coisas vão mal. Mas Deus age em nosso beneficio, mesmo nos momento de dor e sofrimento.
Lembre-se: Se algum dia o seu único abrigo estiver em chamas, esse pode ser o sinal de fumaça que fará chegar até você a Graça Divina.

Vitral

Numa grande catedral de certa cidade antiga, havia um vitral considerado verdadeira maravilha. De grandes distâncias em redor vinham o povo em peregrinação para contemplar o esplendor dessa obra de arte.
Um dia, porém, sobreveio naquele lugar terrível tempestade, que forçou a janela, partindo-se o famoso vitral em milhares de pedaços.
Grande foi o desgosto do povo em face do desastre que vinha privar a cidade da obra de arte que lhe constituía o maior orgulho. Ajuntaram os fragmentos numa caixa depositando-a num compartimento.
Passaram-se tempos, e eis que um dia ali chega um estrangeiro, pedindo com empenho permissão de visitar a famosa janela. Contaram o triste fim que lhe coubera. Indagando quanto ao destino dos fragmentos, levaram-no a vê-los.
-Tereis qualquer objeção a fazer, se eu vo-los pedisse? – perguntou o estranho.
-Pode levá-los – responderam-lhe. – Já não nos são de utilidade alguma.
O visitante ergueu cuidadosamente a caixa, carregando-a consigo. Passaram-se semanas e, um dia, chegou às mãos dos guardiões da catedral um certo convite. Vinha da parte de um célebre artista, famoso por sua habilidade em trabalhos de vidraria. Convidando-os à sua oficina de arte a fim de apreciarem um vitral, obra de seu gênio.
Ao entrarem eles, o artista os conduziu diante de uma grande tela. Puxando uma corda, eis que lhe oferece à contemplação um vitral que sobrepujava em beleza a tudo quanto seus olhos já haviam contemplado.
Ao admirarem o maravilhoso desenho, e a perfeita mão-de-obra, disse o artista: -O que aí vedes fiz com os fragmentos que me destes do velho vitral partido, e ei-lo agora pronto para ser recolocado.

Jesus Cristo é o incomparável reparador da vida. Tomará a existência despedaçada, moldando com os fragmentos outra mais bela do que qualquer que jamais conseguiríeis fazer, se ela não tivesse partido.
Quando os seus planos falham, nem tudo está perdido. Jesus pode fazer dos fragmentos da sua vida cheia de ilusões um cidadão dos seus ideais não realizados e completar uma existência cheia de bálsamos à humanidade.

terça-feira, abril 03, 2007

Meu pai é o piloto


O homem observou o menino sozinho na sala de espera do aeroporto aguardando seu vôo.

Quando o embarque começou, o menino foi colocado na frente da fila, para entrar e encontrar seu assento antes dos adultos.

Ao entrar no avião, o homem viu que o menino estava sentado ao lado se sua poltrona.

O menino foi cortês quando puxou conversa com ele e, em seguida, começou a passar o tempo colorindo um livro.

Não demonstrava ansiedade ou preocupação com o vôo enquanto as preparações para a decolagem estavam sendo feitas.

Durante o vôo, o avião entrou numa tempestade muito forte, o que fez que ele balançasse como uma pena ao vento.

A turbulência e as sacudidas bruscas assustaram alguns passageiros.

Mas o menino parecia encarar tudo com a maior naturalidade.

Uma das passageiras, sentada do outro lado do corredor, ficou preocupada com aquilo tudo e perguntou ao menino:

- Você não está com medo?

- Não senhora, não tenho medo, ele respondeu, levantando os olhos rapidamente de seu livro de colorir. MEU PAI É O PILOTO!

Existem situações em nossa vida que lembram um avião passando por uma forte tempestade.
Por mais que tentemos, não conseguimos nos sentir em terra firme.
Temos a sensação de que estamos pendurados no ar sem nada a nos sustentar, a nos segurar, em que nos apoiarmos, e que nos sirva de socorro.
Nestas horas devemos lembrar com serenidade e confiança que:
NOSSO “PAI” É O PILOTO!

Texto: Meu Pai é o Piloto, do livro Silent Strength for My Life, de Loyde John Ogilvie

O Poço e a Pedra

Um monge peregrino caminhava por uma estrada quando, do meio da relva alta, surgiu um homem jovem de grande estatura e com olhos muito tristes.

Assustado com aquele aparecimento inesperado, o monge parou e perguntou se poderia fazer algo por ele.

O homem abaixou os olhos e murmurou envergonhado: "sou um criminoso, um ladrão. Perdi o afeto de meus pais e dos meus amigos. Como quem afunda na lama, tenho praticado crime após crime. Tenho medo do futuro e não sinto sossego por nenhum instante. Vejo que o senhor é um monge, livre-me então desse sofrimento, dessa angústia!"- pediu ajoelhando-se.

O monge, que ouvira tudo em silêncio, fitou os olhos daquele homem e alguns instantes depois disse: "estou com muita sede. Há alguma fonte por aqui?"

Com expressão de surpresa pela repentina pergunta, o jovem respondeu: "sim, há um poço logo ali, porém nele não há roldana, nem balde. Tenho aqui, no entanto, uma corda que posso amarrar na sua cintura e descê-lo para dentro do poço. O senhor poderá tomar água até se saciar. Quando estiver satisfeito, avise-me que eu o puxarei para cima."

O monge sorrindo aceitou a idéia e logo em seguida encontrava-se dentro do poço.
Pouco depois, veio a voz do monge: "pode puxar!"

O homem deu um puxão na corda empregando grande força, mas nada do monge subir
Era estranho, pois parecia que a corda estava mais pesada agora do que no início
Depois de inúteis tentativas para fazer com que o monge subisse, o homem esticou o pescoço pela borda, observou a semi-escuridão do interior do poço para ver o que se passava lá no fundo.
Qual não foi sua surpresa ao ver o monge firmemente agarrado a uma grande pedra que havia na lateral.

Por um momento ficou mudo de espanto, para logo em seguida gritar zangado: "hei, que é isso?
O que faz o senhor aí? Pare já com essa brincadeira boba! Está escurecendo, logo será noite. Vamos, largue essa rocha para que eu possa içá-lo."

De lá de dentro o monge pediu calma ao rapaz, explicando:

"Você é grande e forte, mas mesmo com toda essa força não consegue me puxar se eu ficar assim agarrado a esta pedra. É exatamente isso que está acontecendo com você. Você se considera um criminoso, um ladrão, uma pessoa que não merece o amor e o afeto de ninguém. Encontra-se firmemente agarrado a essas idéias. Desse jeito, mesmo que eu ou qualquer outra pessoa faça grande esforço para reerguê-lo, não vai adiantar nada."

"Tudo depende de você. Somente você pode resolver se vai continuar agarrado ou se vai se soltar. Se quer realmente mudar, é necessário que se desprenda dessas idéias negativas que o vêm mantendo no fundo do poço."

"Desprenda-se e liberte-se."