quarta-feira, julho 25, 2007

O filho

Um homem muito rico e seu filho tinham grande paixão pelas artes.
Tinham de tudo em sua coleção, desde Picasso até Rafael. Muito unidos, se sentavam juntos para admirar as grandes obras de arte.
Por uma desgraça do destino, seu filho foi para guerra.
Foi muito valente mas morreu na batalha, quando resgatava outro soldado.
O pai recebeu a notícia e sofreu profundamente a morte de seu único filho.

Um mês mais tarde, alguém bateu à sua porta.
Era um jovem com uma grande tela em suas mãos e foi logo dizendo ao pai: "O senhor não me conhece, mas eu sou o soldado por quem seu filho deu a vida; ele salvou muitas vidas nesse dia e estava me levando a um lugar seguro quando uma bala lhe atravessou o peito, morrendo instantaneamente. Ele falava muito do senhor e de seu amor pelas artes."

O rapaz estendeu os braços para entregar a tela:
"Eu sei que não é muito, e eu também não sou um grande artista, mas sei também que seu filho gostaria que o senhor recebesse isto."

O pai abriu a tela. Era um retrato de seu filho, pintado pelo jovem soldado.
Ele olhou com profunda admiração a maneira com que o soldado havia capturado a personalidade de seu filho na pintura.
O pai estava tão atraído pela expressão dos olhos de seu filho, que seus próprios olhos encheram-se de lágrimas.

Ele agradeceu ao jovem soldado, e ofereceu- se para pagar-lhe pela pintura. "Não, senhor, eu nunca poderei pagar o que seu filho fez por mim! Essa pintura é um presente."
O pai colocou a tela à frente de suas grandes obras de arte, e a cada vez que alguém visitava sua casa, ele mostrava o retrato do filho, antes de Mostrar sua famosa galeria.

O homem morreu alguns meses mais tarde e se anunciou um leilão de todas as suas obras de arte.
Muita gente importante e influente chegou ao local, no dia e horário marcados, com grandes expectativas de comprar verdadeiras obras de arte.
Em exposição estava o retrato do filho.

O leiloeiro bateu seu martelo para dar início ao leilão:
"Começaremos o leilão com o retrato "O FILHO".
Quem oferece o primeiro lance? Quanto oferece por este quadro?"

Um grande silêncio...

Então um grito do fundo da sala:
"Queremos ver as pinturas famosas!!! Esqueça-se desta!!!”

O leiloeiro insistiu: "Alguém oferece algo por essa pintura?? R$100? R$200?..."
Mais uma vez outra voz: "Não viemos por esta pintura, viemos por Van Gogh, Picasso... Vamos às ofertas de verdade."
Mesmo assim o leiloeiro continuou...

"Quem leva O FILHO?"

Finalmente, uma voz: "Eu dou R$10 pela pintura."

Era o velho jardineiro da casa. Sendo um homem muito pobre, esse era o único dinheiro que podia oferecer.

"Temos R$10! Quem dá R$20?" gritou o leiloeiro.
As pessoas já estavam irritadas, não queriam a pintura do filho, queriam as que realmente eram valiosas para sua coleção.
Então o leiloeiro bateu o martelo: "Dou-lhe uma, dou-lhe duas, vendido por R$10!!!"

"Agora, vamos começar com a coleção!" gritou um.
O leiloeiro soltou seu martelo e disse:

"Sinto muito damas e cavalheiros, mas o leilão chegou ao eu final".
"Mas, e as pinturas?“ perguntaram os interessados.
"Eu sinto muito", disse o leiloeiro, "quando me chamaram para fazer o leilão, havia um segredo estipulado no testamento do antigo dono."
"Não seria permitido revelar esse segredo até esse exato momento.
Somente a pintura O FILHO seria leiloada; aquele que a comprasse, herdaria absolutamente todas as suas posses,inclusive as famosas pinturas."
O homem que comprou “O FILHO” fica com tudo !!! “

Reflexão:
Deus entregou seu único e amado filho, para morrer por nós numa cruz há 2000 anos atrás.
Assim, como o leiloeiro, a mensagem hoje é:
"Quem ama o Filho tem tudo com o Pai, e herdará suas riquezas."
Deus não mente. Ele é perfeito. Sua palavra nos deixa os Ensinamentos e as promessas para quem o ama.

Sua vida não é uma coincidência, é o reflexo do amor de Deus por ti , Filho.

quarta-feira, julho 18, 2007

Pensamentos...

“Termine cada dia como um projeto encerrado. Você fez o que você pode; algumas asneiras e absurdos se infiltraram pelo meio; esqueça-os o mais rápido possível. Amanhã é um novo dia; você pode começar tudo novamente com um novo espírito; não permita que o tropeço de ontem se torne uma barreira para o dia de hoje”
Ralph Waldo Emerson


“Quando uma porta se fecha, outra se abre; freqüentemente, porém permanecemos com nossos olhos postos na porta que se fechou, a ponto de nos impedir de ver a que está aberta diante de nós”
Alexandre Graham Bell

Amor extravagante

O relato da vida real que se segue, é o testemunho pessoal de um médico judeu.

“Trabalhei como cirurgião do exército dos Estados Unidos durante a Guerra Civil.
Após a batalha em Gettysburg chegaram ao hospital vários soldados feridos, entre eles Charlie Coulson.
Como Charlie era muito jovem para ser soldado, pois tinha 17 anos, alistara-se como tambor. Ele chegou com ferimentos graves, sendo necessário amputar-lhe um braço e uma perna.

Quando meus assistentes foram aplicar-lhe clorofórmio para a cirurgia, ele recusou-se e pediu para chamar-me e disse:
- Doutor, quando eu tinha 9 anos, dei meu coração a Jesus e desde aquele dia venho aprendendo a confiar Nele. Ele é minha força, Ele me sustentará enquanto o senhor estiver amputando meu braço e minha perna.

Então indaguei e pedi para que tomasse um pouco de conhaque. Mais uma vez ele respondeu:
- Doutor, quando eu tinha 5 anos, minha mãe se ajoelhou ao meu lado, pedindo a Jesus, para que eu nunca bebesse um gole de bebida alcoólica. Existe a possibilidade de eu morrer e ir para a presença de Deus. O senhor quer que eu chegue lá com bafo de conhaque?

Naquela ocasião, eu detestava Jesus, mas admirei a lealdade daquele rapaz com seu Salvador. Chamei então o Capelão, que conhecia bem o moço, pois este freqüentava as reuniões de oração.
Disse o Capelão:
- Charles, estou muito penalizado de vê-lo assim.
Respondeu Charlie ao Capelão:
- Ah, eu estou bem senhor. O doutor me ofereceu clorofórmio e conhaque, mas eu não aceitei, pois quero me apresentar ao meu Salvador em meu juízo perfeito.
-Talvez você não morra, disse o Capelão. Mas, se o Senhor o levar, você deseja que eu faça alguma coisa?
- Capelão, respondeu o jovem, escreva uma carta para minha mãe e diga que tenho lido a Bíblia todos os dias, e tenho orado sempre para que Ele a abençoe.
-Estou pronto doutor. Prometo que não vou nem gemer se o senhor não me der o clorofórmio.

Garanti-lhe que não aplicaria a droga, mas antes de pegar o bisturi, fui a saleta tomar um gole de conhaque. Quando peguei a serra para cortar o osso, o rapaz colocou a ponta do travesseiro entre os dentes e sussurrou:
-Ó Jesus, bendito Jesus! Fica ao meu lado agora.
O rapaz cumpriu o que prometera, não gemeu.

Naquela noite não dormi pensando no rapaz. Pouco depois da meia-noite, levantei-me e fui ao hospital. Assim que cheguei disse o enfermeiro:
-Dezesseis soldados morreram.
- E Charlie também? Indaguei.
- Não, dorme como um bebê. Por volta das 9 horas, o Capelão leu as escrituras para Charlie e ambos cantaram hinos de louvor. Não consigo entender doutor como uma pessoa sentindo tanta dor ainda era capaz de cantar, completou o enfermeiro.

Passados 5 dias desde que fora operado, Charlie me chamou e disse:
- É chegada a minha hora. Creio que não terei mais um dia de vida. Sei que é judeu, e não crê em Jesus, mas gostaria que ficasse ao meu lado e me visse morrer confiando em meu Salvador.
Tentei ficar, mas não consegui, pois aquele rapaz regozijava no amor daquele Jesus que eu detestava.

Passados 20 minutos o enfermeiro me procurou no consultório.
- Doutor, Charlie está morrendo e gostaria de vê-lo novamente.
Chegando ao quarto, Charlie pediu-me que segurasse em sua mão e disse:
- Doutor, amo o senhor porque é judeu. O melhor amigo que tive neste mundo foi um judeu.

Perguntei-lhe quem era esse amigo, e ele replicou:
-JESUS CRISTO. Quero apresentá-lo ao senhor antes de morrer. Enquanto o senhor me amputava, orei ao Senhor Jesus pedindo que manifestasse o seu amor ao senhor.
Essas palavras tocaram fundo em meu coração. Doze minutos depois ele dormiu seguro nos braços de Jesus.

Durante a guerra morreram centenas de soldados, mas só compareci ao sepultamento de Charlie Coulson.
As últimas palavras daquele rapaz me impressionaram muito. Possuía muitos bens materias, mas teria dado todo meu dinheiro para crer em Cristo como ele cria.
Contudo a fé é algo que o dinheiro não compra.

Pouco depois esqueci o sermão de Charlie, embora não conseguisse esquecer-me do próprio moço. Durante 10 anos lutei contra Cristo com todo ódio que tinha por Ele, até que afinal a oração de Charlie foi atendida.

Um ano e meio após a minha conversão fui a uma reunião de oração no Brooklyn, onde as pessoas davam seus testemunhos. Depois de várias pessoas falarem, levantou-se uma senhora idosa e disse:
- Estou com os pulmões muito doentes, pouco tempo me resta. É um imenso prazer saber que muito em breve me encontrarei com meu filho e com Jesus. O Charlie, além de soldado da pátria, foi também soldado de Cristo.

E ela continuou:
-Ele foi ferido em uma batalha, e ficou aos cuidados de um médico judeu que amputou-lhe um braço e uma perna. Morreu 5 dias após a operação. O Capelão escreveu-me uma carta relatando o que ocorrera entre meu filho e o médico em seus últimos momentos de vida.

Ao ouvi-la, não me contive. Levantei-me e fui correndo até ela. Apertei-lhe a mão e disse:
- Deus a abençoe, minha irmã! A oração do seu filho já foi atendida. Sou o médico judeu por quem o Charlie orou, e o Salvador dele agora é meu Salvador também. O amor de Jesus cativou minha alma. ”

Esse relato toca profundamente nosso coração. Vemos em Charlie Coulson quatro qualidades notáveis:
Convicção, Descanso, Amor e Compromisso.
Mas vemos ainda a fidelidade de Deus que honrou essas quatro atitudes dele.

Busquem ao Senhor enquanto é possível achá-lo; clamem por ele enquanto está perto. (Is 55:6)

Todo o que Nele confia jamais será envergonhado. (Rm 10:11)

Quem converte um pecador do erro do seu caminho, salvará a vida dessa pessoa e fará que muitíssimos pecados sejam perdoados. (Tg 5:20)

sábado, julho 07, 2007

Você me ama?


Um dia, levantei-me de manhã cedo para assistir ao nascer do sol. A beleza da criação divina estava além de qualquer descrição. Enquanto eu assistia, louvei a Deus pelo seu belo trabalho. Sentado ali, senti a presença de Deus comigo.Ele me perguntou:

VOCÊ ME AMA?
Eu respondi: Claro Deus! Você é meu Senhor e Salvador!

Então, Ele perguntou:
Se você tivesse alguma dificuldade física ainda assim me amaria?

Eu fiquei perplexo. Olhei para meus braços, pernas e para o resto do meu corpo e me perguntei quantas coisas eu não seria capaz de fazer, as coisas que eu dava por certas. E eu respondi:
Seria difícil, Senhor, mas eu ainda Te amaria.

Então o Senhor disse:
Se você fosse cego, ainda amaria a minha criação?

Como eu poderia amar algo sem a possibilidade de vê-lo? Então eu pesei em todas as pessoas cegas no mundo e quantas deles ainda amaram a Deus e Sua criação. Então respondi:
É difícil pensar nisto, mas eu ainda te amaria.

O Senhor então me perguntou:
Se você fosse surdo, ainda ouviria minha palavra?

Como eu poderia ouvir algo sendo surdo? Então eu entendi. Ouvir a palavra de Deus não é simplesmente usar os ouvidos, nos nossos corações. Eu respondi:
Seria difícil, mais ainda eu ouviria a Tua Palavra.

O Senhor então me perguntou:
Se você fosse mudo, ainda louvaria Meu Nome?

Como eu poderia louvar sem uma voz? Então me ocorreu: Deus quer que cantemos de toda a nossa alma e de todo o nosso coração. Não importa como possa parecer. E louvar a Deus não é sempre com uma canção, mas até quando estamos oprimidos... louvamos a Deus com nossas palavras de gratidão. Então respondi:
Embora eu não pudesse fisicamente cantar, eu ainda louvaria Teu Nome.

E o Senhor me perguntou:
Você realmente ME AMA?

Com coragem e forte convicção, eu respondi seguramente:
Sim, Senhor! Eu Te amo! Tu és o único e verdadeiro Deus!

Eu pensei Ter respondido bem, mas então Deus perguntou-me:
ENTÃO POR QUE PECAS?

Eu respondi:
Porque sou apenas um ser humano. Não sou perfeito.

“Então, por que em tempos de paz você vagueia ao longe? Por que somente em tempos de problemas você ora com o fervor que me agrada?”.

Sem respostas, somente lágrimas, o Senhor continuou:
‘Por que me louvas somente nas confraternizações, nas reuniões e nos retiros?
Por que me buscas somente nas horas de adoração?
Por que me pedes coisas tão egoístas?
Porque me fazes perguntas sem fé, filhos de homens?’

As lágrimas continuavam a rolar em minha face...

‘Por que você está com vergonha de mim? Achas que não? Por que, então, não estás espalhando as boas novas? Por que em tempos de opressão você chora a outros quando sou eu que te ofereço meu ombro? Por que crias desculpas quando lhe dou oportunidades de servir em meu nome?’

‘Você está abençoado com minha vida. Eu não lhe fiz para que jogasse este presente fora. Eu te abençoei com talentos pra me servir, mas você continua a se virar... Eu revelei minha palavra eterna a você, mas não vejo progredir no meu conhecimento... Eu falei contigo mas seus ouvidos estavam fechados... Eu te mostrarei minhas bênçãos, mas seus olhos se voltavam para outra direção... Eu te mandei servos, mas você se sentou ociosamente enquanto eles eram afastados... Eu ouvi tuas orações e as venho respondendo...’

Eu tentei responder, mas não havia respostas a serem dadas...

VOCÊ VERDADEIRAMENTE ME AMA?

Eu não pude responder, como eu responderia? Estava inacreditavelmente constrangido. Eu não encontrava desculpas. O que eu poderia dizer? Quando meu coração chorou e as lágrimas brotaram, eu disse:

Por favor, perdoe-me Senhor. Eu não sou digno de ser chamado teu filho...
Perdoe-me...

Ao que o Senhor respondeu:

‘Eis aí a minha graça, ó criança minha. Você é minha criança, e é assim que te vejo: Minha criança por quem morri. Nunca te abandonarei

segunda-feira, julho 02, 2007

A bolsa de água quente

Uma história real...

Essa tradução de uma história acontecida com uma missionária americana que atuava em pleno coração africano, nos revela um final emocionante... E como Deus se preocupa com a gente, e como a fé pode surpreender a gente
Certa noite eu estava fazendo de tudo para ajudar uma mãe em trabalho de parto. Apesar do esforço ela não resistiu e nos deixou com um bebê prematuro e uma filha de dois anos em prantos.

Era muito complicado manter o bebê vivo sem uma incubadora (não tínhamos eletricidade para ativar a incubadora). Também não tínhamos recursos adequados de alimentação.
Mesmo morando na linha do equador, as noites eram, frias com aragens traiçoeiras.
Uma das aprendizes de parteira foi buscar a caixa que reservávamos a tais bebês e os panos de algodão para envolvê-lo.

Uma outra, foi acender o fogo para aquecer uma chaleira com água, para a bolsa de água quente.
Sem demora, retornou desconsolada pois a bolsa disponível, havia rompido.Borracha estraga fácil em clima tropical. "Era nossa última bolsa", disse-me.
Assim como no ocidente se diz que "não adianta chorar sobre o leite derramado", na África Central poderia ser que “não adianta chorar sobre bolsas estragadas”. Elas não crescem em árvores, e não existem farmácias no meio das florestas...

"Muito bem", eu disse, coloque o bebê em segurança o mais próximo quanto possível do fogo e durmam entre a porta e o bebê para protegê-lo das rufadas de vento frio. Precisamos manter o bebê aquecido.

Na manhã seguinte, fui orar com as órfãs que se dispuseram a reunir comigo. Fiz uma série de sugestões que pudessem despertá-las a orar e, também, contei-lhes sobre o bebê.
Expliquei nossa dificuldade em manter o bebê aquecido, em função da única bolsa de água que havia estourado, e que o bebê poderia morrer de frio.
Mencionei a irmãzinha de 2 anos, que não parava de chorar, pela perda e ausência da mãe.

Durante as orações, uma das meninas de 10 anos, uma de nossas crianças africanas, orou:
“ Por favor, Deus, manda-nos uma bolsa de água quente. Amanhã talvez já vai ser tarde, Deus, porque o bebê pode não agüentar. Por isso, manda a bolsa ainda hoje, meu pai”
Enquanto eu ainda procurava recuperar o ar diante de tamanha demonstração de fé, ela acrescentou:
"E já que está cuidando disso, Deus, por favor, manda junto uma boneca para a irmãzinha dela, para que ela saiba que o senhor a ama de verdade.”

Fiquei em apuros. Eu poderia simplesmente dizer “Amém”. Eu, honestamente, não podia acreditar, que Deus atenderia àquele pedido. A bíblia nos ensina, que a fé, não tem limite.
O único jeito de realizar esse pedido, seria por encomenda à minha terra natal, via correio. Eu estou na África, há quatro anos e jamais havia recebido uma encomenda postal de casa. De qualquer forma, se alguém enviasse algo, mandaria uma bolsa de água quente? Eu morava na linha do Equador.

À tarde, durante uma aula da escola de enfermagem, veio um recado dizendo que um carro estacionara no portão de minha casa. Corri... Ao chegar em casa, o carro havia partido, mas deixara um pacote de 11 kg na varanda.
Chorei. Não consegui abrir o pacote sozinha, e pedi que algumas crianças do orfanato me ajudassem. Tudo foi feito com muito cuidado, para que nada fosse danificado. Os corações batiam forte.

Os olhos, acompanhavam arregaladamente cada ação. A camada de cima, era composta de roupas coloridas e cintilantes. O silêncio tomava conta, à medida que ia tirando as novidades. Havia ataduras para leprosos, caixinhas de uva-passa, farinha, que daria um gostoso bolo no fim de semana.
Quando pus as mãos de novo na caixa, pasmem... “Uma bolsa de água quente, novinha em folha”. Eu gritei ! Eu não havia feito nenhuma encomenda neste sentido. Ruth, que estava perto, saltou e começou a gritar:

“Se Deus mandou a bolsa, ele também mandou a boneca.”
Enfiando as mãos na caixa, procurava pela boneca. E lá estava ela . . . maravilhosamente vestida. Ruth nunca duvidara. Olhando para mim, perguntou:
Posso ir junto levar a boneca para aquela menina, para que ela saiba que Jesus também a ama muito?”

Este pacote estivera a caminho por 5 meses. Foi uma iniciativa da minha ex-professora de escola bíblica, que atendeu a voz do Senhor de enviar uma bolsa de água quente. Uma das meninas da turma, decidiu mandar junto uma boneca . . . cinco meses antes !!! Em resposta a uma oração, de outra menina de 10 anos que acreditou fielmente que Deus atenderia a sua oração, ainda naquela tarde.

“Eu darei a eles o que desejam, antes mesmo de Me pedirem.” (Is 65.24)